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Após mudanças, portos baianos batem recorde de faturamento

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Após mudanças, portos baianos batem recorde de faturamento

Os portos públicos baianos tiveram faturamento crescente por cinco meses consecutivos. De junho a outubro, as operações apresentaram evolução na receita. O percentual de crescimento chegou a 43,63% em setembro, quando o rendimento saltou de R$ 11 milhões para R$ 16 milhões.

Os números divulgados nesta quarta-feira (20) pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) mostram também o crescimento na movimentação de carga – 9,7 milhões de toneladas, no total. No mês de outubro, por exemplo, houve registro de 9,85% de aumento no volume de cargas transportadas em relação ao mesmo período de 2018. Em junho, o número chegou a subir 21% quando comparado com o mesmo período do ano anterior. Dentre os produtos com maior circulação estão o trigo, pelo Porto de Salvador, e a nafta, no Porto de Aratu.

“Os resultados apontam para um aquecimento da economia baiana e demonstram a importância de escolher uma gestão técnica voltada para resultados. A Codeba está focada em potencializar as vocações da economia em cada porto”, afirma o Secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários do Ministério da Infraestrutura, Diogo Piloni.

O presidente da Codeba, Alex Sandro de Ávila, destaca que tem havido um estímulo da produtividade para elevar o nível de serviço nos portos baianos.

“Testamos a medida para a melhoria da performance de Aratu. Acredito que o mais importante foi constatar que podemos melhorar nossa produtividade nas operações de descarga de fertilizantes no porto. Com isso, conseguimos produzir mais em menos tempo e diminuir cus-tos para toda a cadeia logística”, destaca Ávila citando a efetivação de uma nova regra operacional no Porto de Aratu, já em execução experimental.

A nova regra está em fase de teste por 180 dias e, após este período, a Autoridade Portuária fará avaliação dos resultados e análise técnica para efetivar, adequar ou descontinuar a ação. “Tomamos a iniciativa de criar um grupo de trabalho com a finalidade de promover discussões relativas à otimização da performance e à melhoria na produtividade das operações de descar-ga de produtos sólidos a granel (fertilizantes) no Porto de Aratu. Esse tema é de extrema impor-tância para nós”, explica Ávila, que preside o órgão desde setembro deste ano.O GT de Produ-tividade conta com a participação de representantes de toda a comunidade portuária.

Outra mudança foi a chegada do investimento da ordem de R$ 309 milhões no Porto de Aratu. A verba será usada para a construção de um novo píer, o que permitirá a operação de todos os tipos de combustíveis líquidos e de produtos químicos, além da construção de novas áreas de armazenagem. “Isso vai diminuir drasticamente a demurrage, que é a sobretaxa que se paga para o dono do navio por não ter conseguido atracar no berço por falta de espaço. O novo píer vai permitir menor tempo de atracação, além de gerar a possibilidade de recebimento de mais navios importadores, o que significa escoar mais carga e gerar mais arrecadação para o estado”, explica a diretora do Departamento de Gestão de Contratos do Ministério da Infraestrutura, Flávia Morais Takahashi.

A Codeba também desenvolve estudo técnico para identificar o potencial e fazer análise da modelagem para atração de novos investimentos para o Porto de Ilhéus e para o Porto de Sal-vador. A expectativa é que os resultados sejam divulgados no segundo semestre de 2020.

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