Óleo e Gás

BP vê nova política brasileira de biocombustíveis impulsionando investimento

Brasil a política mais recente ‘s para impulsionar os biocombustíveis uso melhorou as perspectivas para a produção de etanol e deve atrair novos investimentos em plantas, BP executivo-chefe da Plc para biocombustíveis, Mario Lindenhayn, disse na quarta-feira.

O Brasil está avançando com uma regulamentação adicional para a política, chamada RenovaBio, que deverá ser promulgada em 2020, disse Lindenhayn, acrescentando que não vê sinais de que o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro, que começa em janeiro, coloque obstáculos .

“Estamos muito positivos. Esse é um sinal muito importante que o país está dando, criando um ambiente regulatório estável que permitirá às empresas investir”, disse Lindenhayn à Reuters durante uma apresentação sobre energia no escritório da empresa em São Paulo.

A RenovaBio exigirá que as distribuidoras de combustível aumentem gradualmente a quantidade de biocombustíveis que vendem. O programa visa dobrar o uso de etanol até 2030, de cerca de 26 bilhões de litros atualmente. O programa também visa aumentos para outras fontes renováveis, como o biodiesel.

A BP tem três usinas de etanol no Brasil, processando 10 milhões de toneladas de cana por ano. Ela se formou no ano passado com a Copersucar, uma das maiores vendedoras globais de etanol, para operar em conjunto um dos maiores terminais de combustíveis do país, localizado em Paulínia, no estado de São Paulo.

Lindenhayn disse que o programa oferece uma oportunidade para as usinas no Brasil, que experimentaram estagnação causada por anos de baixos preços do açúcar e um longo período de preços subsidiados da gasolina que levaram ao fechamento de muitas empresas.

“Se o programa avançar como planejado, será uma grande oportunidade. Não há projetos greenfield por perto e o país é um importador líquido de combustível”, disse ele.

Questionado se a BP estaria interessada em aumentar a capacidade de etanol via aquisições, uma vez que existem vários ativos sendo oferecidos no Brasil por empresas com dificuldades financeiras, Lindenhayn disse: “Vamos ver, vamos considerar.”

Na quarta-feira, a agência reguladora brasileira de petróleo e combustíveis, ANP, publicou no jornal oficial outra parte da legislação complementar da RenovaBio, com regras para as empresas de biocombustíveis obterem a certificação.

Com isso, as usinas poderão emitir e comercializar créditos de reduções de emissões, chamados CBios, que as distribuidoras de combustíveis poderiam comprar para cumprir com as metas, caso não sejam atingidas. Seria o primeiro mercado de reduções de emissões do Brasil, embora limitado à indústria de combustíveis.

COMPARTILHE

Escreva um comentário

três × cinco =