Brasil debate novas regras do mercado livre de energia

O Ministério de Minas e Energia do Brasil autorizou uma consulta pública até 26 de agosto para definir regras para a abertura do mercado de energia industrial.

Os participantes do mercado estão sendo solicitados a enviar sugestões sobre a carga máxima de energia permitida para consumidores em contratos bilaterais. A liberalização do mercado de energia permitirá que todos os consumidores industriais escolham seus fornecedores de energia a partir de 1º de janeiro de 2024, em vez de depender de um fornecedor regulamentado nomeado pelo governo.

Atualmente, somente consumidores com potência acima de 1.000kW e tensão de 69kV podem acessar o mercado livre.

A proposta afirma que o limite de carga de energia será reduzido para 500kW a partir de 1º de janeiro de 2023 e zerado a partir de 2024.

Os agentes de varejo representarão os consumidores que migram para o mercado livre de energia na câmara de compensação de energia do Brasil CCEE.

Aumento na demanda de energia

A demanda de energia brasileira aumentou 1,4pc, com uma média de 66.026 MW no primeiro semestre de 2022, em comparação com o mesmo período de 2021, principalmente devido ao crescimento nos principais setores de negócios e exportações, de acordo com a câmara de compensação de energia CCEE.

O aumento foi impulsionado por um crescimento de 6,6pc na demanda no mercado de energia liberalizado, o que beneficia a indústria e as grandes empresas. Com 23.428MW médios, o mercado livre representou 35,5pc da demanda total de energia no semestre. A demanda do setor de serviços aumentou 29pc, enquanto a de madeira, papel e energia de celulose aumentou 16pc e o setor de bebidas cresceu 6pc.

O mercado regulado, com o remanescente médio de 42.599 MW, decresceu 1,3pc na comparação anual. A CCEE atribui a queda aos clientes que migram para o mercado livre de energia e adotam soluções off-grid, como geração distribuída.


COMPARTILHAR