Bunge fornece óleo de soja para produção de diesel

A unidade brasileira da comerciante de grãos Bunge Ltd (BG.N) concordou em fornecer óleo de soja para a produção de diesel R5, um combustível alternativo feito parcialmente de óleos comestíveis.

As empresas disseram em comunicado conjunto que a Bunge começou a fornecer óleo de soja para a Petrobras em julho, acrescentando que os testes iniciais exigirão cerca de 1,5 milhão de litros.

O diesel R5 contém 95% de combustível fóssil e 5% de diesel renovável baseado em produtos coprocessados ​​como o óleo de soja, popularmente conhecido como “diesel verde”.

O governo brasileiro vem avaliando se o combustível alternativo pode ser utilizado pelas distribuidoras para atender ao teor de biodiesel que devem ser misturados ao diesel no país, que atualmente é de 10%.

A Petrobras deve produzir “diesel verde” em sua refinaria Repar, no estado do Paraná, mas disse que planeja expandir a produção para outras duas refinarias no sudeste do Brasil.

No final de 2021, a estatal petrolífera havia anunciado uma parceria com a distribuidora de combustíveis Vibra Energia SA (VBBR3.SA) para testar o diesel R5 nas linhas de ônibus que circulam na capital paranaense, Curitiba.

 

Sobre a Bunge

A Bunge Limited é uma empresa multinacional de agronegócio e alimentos americana com sede em St. Louis, Missouri, e incorporada nas Bermudas.

Verticalmente integrada, a empresa comercializa e processa grãos como (soja, trigo e milho), produz alimentos (óleos, margarinas, maioneses, azeites, arroz, atomatados, farinhas e pré misturas para bolos), atua em serviços portuários e de logística e produz açúcar e bioenergia.

De origem holandesa, está presente no Brasil, onde é a principal empresa do ramo agro-alimentar e a maior exportadora do país. No Brasil, a Bunge alimentos conta com mais de 20 mil empregados, trabalhando em cerca de 100 instalações, entre fábricas, usinas, moinhos, portos, centros de distribuição e silos, em 17 estados e no Distrito Federal. É detentora de várias marcas, tais como Salada, Soya, All Day, Cardeal, Delícia, Primor, Etti, Salsaretti e Bunge Pro.

No Brasil, a trajetória da empresa tem início em 1905, quando ela começa a participar minoritariamente do capital da S.A. Moinho Santista Indústrias Gerais, empresa de compra e moagem de trigo de Santos (SP – Brasil). É o início de uma rápida expansão no País com a aquisição de diversas empresas nos ramos de alimentação e agronegócio.

Alguns anos depois, 1923, a Bunge compra a empresa Cavalcanti & Cia., em Recife (PE- Brasil), que resultou na formação da Sanbra, posteriormente denominada Santista Alimentos. Em 1938, ela passa a comercializar fertilizantes, com a constituição da Serrana S.A. de Mineração. Para aumentar sua participação neste mercado, em 1997, ela compra a IAP, tradicional empresa do ramo no país. Nos anos seguintes, outras duas grandes empresas de fertilizantes são incorporadas à Bunge: a Ouro Verde e a Manah. Para a área de alimentos, 1997 também foi um ano importante, marcado pela aquisição da líder no processamento de soja e produção de farelo e óleos, Ceval Alimentos.

Em 2007, a empresa adquire sua primeira usina de cana-de-açúcar em Santa Juliana, MG. Um ano depois assume o controle da Usina Monteverde em Ponta Porã, MS, e inicia a construção de uma terceira usina em Pedro Afonso, TO.

No ano de 2010, a empresa unifica suas atividades sob o comando do ex-ministro Pedro Parente, vende a sua área de mineração de nutrientes para fertilizantes para a Vale e adquire a Moema Par, holding com cinco usinas de cana-de-açúcar, localizadas em São Paulo e Minas Gerais. Em 2013, a Bunge vende as fábricas e operação de distribuição de Fertilizantes no Brasil para a Yara Internacional ASA .

Em 2014, Pedro Parente anuncia a sua aposentadoria da empresa sendo substituído por Raul Padilla como Presidente e CEO da Bunge Brasil. Em 2014, a Bunge inaugura o complexo portuário Miritituba – Barcarena, que envolve a Estação de Transbordo, em Miritituba, e o Terminal Portuário Fronteira Norte (Terfron), localizado em Barcarena, ambos no Pará.

Em janeiro de 2021, a Bunge adquire 33% da Sinagro, empresa brasileira de grãos e produtos agrícolas.

A Bunge busca o desempenho econômico respeitando o meio ambiente e responsabilidade social. É regida pela política de sustentabilidade, política de meio ambiente e política de biodiversidade, entre outras, que direcionam todos os negócios da empresa. A gestão é a única do setor com reconhecimento por 5 anos (2009, 2010, 2011, 2012 e 2013) no Guia Exame de Sustentabilidade. Também, foi premiada pela Época (revista) – Mudanças Climáticas e Época – Empresas-Verde, além de já ter sido apontada como Top 10 em sustentabilidade no Brasil pela FBDS / SustainAbility.


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