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Catar deixará a Opep no próximo mês para se concentrar na produção de GNL

O Catar anunciou sua decisão de deixar o cartel de produtores de petróleo bruto a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) no próximo mês.

A medida acabará com a adesão de 60 anos do país à OPEP.

Essa decisão ocorre no momento em que o Catar está preso em uma disputa com a Arábia Saudita, o líder de fato do grupo de produtores e outros vizinhos.

Desde junho do ano passado, o Qatar está sob embargo comercial imposto por quatro países árabes – Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos (EAU), Bahrein e Egito.

Na última decisão, Doha não citou questões políticas como a razão para sua retirada dos membros.

O país espera se concentrar na produção de gás natural.

O Catar é um dos menores produtores da OPEP, com uma produção de 600 mil barris por dia (bpd), em comparação com a Arábia Saudita, que é a maior produtora do grupo, com uma produção de cerca de 11 milhões de bpd. Doha é, no entanto, um grande produtor de gás natural liquefeito (GNL) com uma produção anual de 77 milhões de toneladas por ano.

“A al-Kaabi disse que o país pretende aumentar sua produção de GNL para 110 milhões de toneladas por ano”.

O ministro de Estado para Assuntos Energéticos do Qatar, Saad al-Kaabi, afirmou que as fontes da mídia disseram: “O Catar decidiu retirar seus membros da Opep, a partir de janeiro de 2019.

al-Kaabi disse que o país pretende aumentar sua produção de GNL para 110 milhões de toneladas por ano.

Apesar da retirada, o país do Oriente Médio participará da reunião da OPEP a ser realizada no final desta semana em Viena.

Espera-se que os membros imponham cortes na produção de petróleo bruto para suprir a oferta excessiva nos mercados de petróleo.

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