Em expansão internacional, Petrobras inicia perfuração no Poço Uchuva-2 na Colômbia

A estatal brasileira avança em projeto que pode acelerar fornecimento de gás natural na América do Sul.

RIO DE JANEIRO – A gigante do petróleo Petrobras anunciou que começará a perfuração do poço Uchuva-2 na costa da Colômbia ainda este mês, marcando um passo significativo na sua estratégia de exploração internacional e diversificação energética.

Durante uma coletiva de imprensa em Houston, o diretor de exploração e produção da Petrobras, Joelson Mendes, revelou que a área promissora pode não apenas fortalecer o fornecimento de gás natural para a Colômbia, mas também abrir caminhos para exportações futuras. Segundo Mendes, “a avaliação detalhada dos poços estará completa até o início de 2025, com uma possível decisão de investimento a seguir.”Petrobras, Uchuva-2, gás natural, Colômbia, energias renováveis, exploração de petróleo, investimento energético

Em um movimento paralelo visando a sustentabilidade e inovação, o presidente-executivo da Petrobras, Jean Paul Prates, informou que a empresa apresentará propostas para aquisições no setor de energias renováveis já na próxima semana. Essas aquisições são parte de um plano ambicioso que busca estabelecer um portfólio robusto de cerca de 2 gigawatts em energia renovável.

“A transição energética é uma prioridade para nós, e estamos comprometidos em aumentar nossa capacidade em energias renováveis enquanto expandimos nossa atuação tradicional no setor de petróleo e gás,” afirmou Prates.

Este projeto poderia acelerar a disponibilidade de gás na região, antecipando a meta inicialmente prevista para 2029, oferecendo uma nova dinâmica para o mercado energético sul-americano. A iniciativa reflete o compromisso da Petrobras com a diversificação energética e sua posição como líder no mercado de energia na América Latina.


André Carvalho

André Carvalho é um economista e professor que se especializa em economia do trabalho e benefícios sociais. Sua pesquisa e ensino enfocam como as políticas econômicas podem ser estruturadas para melhorar a vida dos trabalhadores e reduzir a desigualdade social, contribuindo significativamente para debates políticos e acadêmicos nesse campo.

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