Demanda de energia do Brasil cresce 1,4pc no primeiro semestre

A demanda de energia brasileira aumentou 1,4pc, com uma média de 66.026 MW no primeiro semestre de 2022, em comparação com o mesmo período de 2021, principalmente devido ao crescimento nos principais setores de negócios e exportações, de acordo com a câmara de compensação de energia CCEE.

O aumento foi impulsionado por um crescimento de 6,6pc na demanda no mercado de energia liberalizado, o que beneficia a indústria e as grandes empresas. Com 23.428MW médios, o mercado livre representou 35,5pc da demanda total de energia no semestre. A demanda do setor de serviços aumentou 29pc, enquanto a de madeira, papel e energia de celulose aumentou 16pc e o setor de bebidas cresceu 6pc.

O mercado regulado, com o remanescente médio de 42.599 MW, decresceu 1,3pc na comparação anual. A CCEE atribui a queda aos clientes que migram para o mercado livre de energia e adotam soluções off-grid, como geração distribuída.

Usinas de energia de pequeno porte

Pequenas usinas térmicas podem gerar energia sem a aprovação do ONS do operador da rede. Eles são livres para firmar contratos de fornecimento de longo prazo e vender qualquer excedente no mercado à vista ou negociar contratos de exclusividade à vista com condições favoráveis ​​para operar no mercado livre.

As PQUs têm custo zero de combustível (CVUs) e normalmente vendem energia ao preço spot ou sob contratos bilaterais.

O nível de preço spot de energia estava em R70/MWh (US$ 12,82/MWh) em 21 de julho, um aumento em relação à semana anterior, à medida que a estação seca avança.

A geração de biomassa também é influenciada pela época de moagem da cana-de-açúcar, que cria o bagaço como subproduto. A geração de energia por meio de um produto residual pode ser usada como forma de aumentar a receita, já que a maioria das usinas de cana-de-açúcar do centro-sul do Brasil começou a safra mais tarde do que o normal devido às condições climáticas desfavoráveis.


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