Petróleo

Grandes petrolíferas vão apostar alto no petróleo do Brasil

O leilão de quatro blocos nas bacias de Santos e Campos acontece apenas uma semana antes das eleições presidenciais com alguns candidatos que buscam desacelerar leilões de petróleo, revisar legislação favorável ao mercado ou até mesmo reaver áreas já conquistadas.

As grandes petrolíferas devem se reunir no Rio de Janeiro na sexta-feira para revelar as licitações para participações em áreas offshore de alto potencial no Brasil antes das eleições que estão lançando uma nuvem de incerteza sobre o setor.

O leilão de quatro blocos nas bacias de Santos e Campos acontece apenas uma semana antes das eleições presidenciais com alguns candidatos que buscam desacelerar os leilões de petróleo, revisar a legislação favorável ao mercado ou mesmo recuperar áreas já conquistadas.

No entanto, os executivos de muitas das maiores empresas de petróleo do mundo minimizaram os temores de uma mudança dramática, marcando uma história no Brasil de certeza para os negócios, independentemente das mudanças políticas.

“Temos um bom portfólio e concordamos que este país respeita os contratos”, disse Andre Araujo, gerente nacional da Royal Dutch Shell no Brasil, durante uma conferência de petróleo no Rio esta semana.

Atraídas pela geologia de classe mundial, redução das reservas e aumento dos preços do petróleo, as empresas já baixaram bilhões no Brasil, maior produtor de petróleo da América Latina, para travar participações em sua camada pré-sal, onde bilhões de barris de petróleo estão presos sob uma camada espessa de sal offshore.

Shell, CNOOC da China, Chevron Corp, BP , Exxon, Equinor da Noruega e Total da França estão entre as 12 empresas registradas para participar do último leilão.

Seu interesse foi alimentado por políticas favoráveis ​​à indústria sob o presidente de centro-direita Michel Temer, incluindo o afrouxamento das regras que favorecem os fornecedores locais, adoçantes fiscais e a remoção da exigência de que a estatal Petrobras seja a única operadora dos blocos do pré-sal.

Mas a competição acirrada pode assustar algumas empresas. A alemã DEA AG, que está registrada para participar, não pode concorrer, de acordo com a CEO Maria Moraeus Hanssen.

“Há coisas no Brasil que não podemos fazer porque não temos um balanço patrimonial para fazê-lo”, disse ela durante uma conferência de petróleo no México.

O líder presidencial de direita Jair Bolsonaro falou pouco sobre o setor de petróleo, embora tenha sugerido a ideia de privatizar a Petrobras e diga que defenderia uma abordagem favorável ao mercado.

Fernando Haddad, esquerdista em segundo lugar nas pesquisas, tem uma visão mais nacionalista, prometendo favorecer os fornecedores locais e garantir que os blocos do pré-sal ajudem os brasileiros em vez das petrolíferas estrangeiras.

As propostas mais ferozes nesta semana devem ser para os blocos de Tita e Saturno na bacia de Santos, que foram retirados por um tribunal de um leilão anterior em março, decepcionando a Exxon.

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