Inflação do meio do mês apresenta queda em julho

Os preços ao consumidor no Brasil subiram 0,13 por cento em julho, de acordo com o índice IPCA-15 – um índice de inflação do meio do mês que é uma previsão confiável da taxa oficial. O resultado foi a menor variação mensal desde junho de 2020 e reduziu a taxa de 12 meses de 12,04 para 11,39%.

Os resultados foram mantidos baixos por uma queda no custo de transporte (-1,08 por cento) e habitação (-0,78 por cento), que refletem as recentes medidas do governo para domar os preços da energia por meio de cortes de impostos. 

Inflação x redução de preços

Uma boa notícia para o presidente Jair Bolsonaro – que enfrenta uma árdua batalha pela reeleição contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – são as reduções nos preços da gasolina e do etanol, de 5% e 8,1%, respectivamente. 

Embora o preço do gás não seja exatamente a melhor métrica para entender a economia em geral, a onipresença do combustível e seu impacto direto nos orçamentos mensais das pessoas o tornam um atalho fácil para o cenário econômico mais amplo.

E a recente flexibilização dos preços ocorre à medida que a confiança do consumidor na economia aumenta, mesmo que apenas um pouco. Segundo o Instituto Brasileiro de Economia do think tank Fundação Getulio Vargas, “há uma melhora nas perspectivas de emprego e da economia como um todo para os próximos meses”. 

Ainda assim, “os programas de estímulo impulsionados pelo governo ainda não conseguiram reverter a má percepção em torno da economia entre as famílias de baixa renda”, como aponta a economista Viviane Seda. 

As palavras de Seda são ecoadas por uma pesquisa recente, que mostra uma ligeira melhora nos números de Bolsonaro – mas ainda não o balanço que ele precisa para ameaçar as perspectivas eleitorais de Lula.

Economistas esperam que os preços caiam nos próximos meses, mas alertam que as dispendiosas medidas anti-inflacionárias do governo não são sustentáveis ​​e gerarão uma reação negativa após a eleição.


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