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IPOs e fusões e aquisições devem acelerar nos próximos anos no Brasil

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IPOs e fusões e aquisições devem acelerar nos próximos anos no Brasil

Após um desempenho fraco em 2018, as ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) e a atividade de fusões e aquisições (M&A) devem ganhar força este ano e acelerar até 2022, segundo um novo estudo do escritório de advocacia americano Baker McKenzie e da consultoria Oxford Economics.

O levantamento aponta que essas operações devem somar US$ 41,9 bilhões este ano (acima dos US$ 35 bilhões de 2018), impulsionadas pela aquisição da Fibria pela Suzano (US$ 8,7 bilhões) e a venda da TAG pela Petrobras (US$ 8,6 bilhões). Em termos percentuais, o mercado brasileiro de M&A deve representar apenas 1,4% das transações globais, enquanto em IPOs essa fatia deve ficar em 1%.

O ritmo das transações brasileiras deve aumentar nos próximos anos (US$ 38 bilhões em 2020, US$ 45,3 bilhões em 2021 e US$ 50,7 bilhões em 2022), acompanhando a esperada recuperação da atividade econômica e uma diminuição das incertezas globais.

O estudo também elaborou um “indicador de atratividade das transações”, que no caso do Brasil ficou em 2,3 pontos. O índice vai de zero a dez pontos e leva em conta fatores como abertura comercial, PIB per capita, infraestrutura legal, entre outros.

“Nos últimos anos a atividade de M&A na América Latina foi afetada por escândalos políticos e a volatilidade foi impulsionada por eleições em vários países em 2018, como Brasil e México. Até 2021, condições melhores devem estabelecer as bases para uma recuperação”, diz o relatório.

Segundo Lara Schwartzmann, sócia do escritório de advocacia Trench Rossi Watanabe – que atuou como parceiro estratégico do estudo do Baker McKenzie -, o mercado brasileiro deve ser beneficiado pelo avanço de reformas como as da Previdência e tributária, além do cenário de juros nas mínimas históricas.

“Ainda que exista certa volatilidade no cenário político, medidas difíceis de serem tomadas estão sendo assimiladas pelo Planalto e pelo Congresso”, comenta. Ela aponta ainda que o amplo programa de privatizações e concessões do governo pode atrair o interesse de fundos globais de private equity, que no momento estão com bastante dinheiro em caixa para investir.

Sobre a avaliação do Brasil no indicador de atratividade das transações, Lara admite que o país “tem um espaço gigantesco para melhorar em todos os quesitos”, mas vê o governo caminhando na direção correta. Ela lembra ainda que, apesar da nota muito baixa, o Brasil tem um mercado consumidor imenso e por isso não pode ser ignorado pelos investidores globais.

No âmbito global, o relatório aponta que a atividade de IPOs e M&A deve ficar em US$ 2,9 trilhões este ano, mostrando-se resiliente, mesmo em meio à fragilidade da economia global. Para o próximo ano, as perspectivas não são das melhores. “Com mais turbulências esperadas para 2020 na economia global e a renovada volatilidade nos mercados acionários, não devemos esperar uma atividade muito entusiasmada de IPOs e M&As”, diz o estudo. A estimativa é de um volume de US$ 2,1 trilhões nessas transações.

Segundo a análise, uma tendência que tem marcado transações recentes é a busca por adquirir ativos que reforcem as capacidades digitais das empresas, à medida que incumbentes tentam lidar com novas tecnologias disruptivas. Outra tendência é a ascensão de fundos ativistas, que estão aumentando a pressão por mudanças estratégias e a adoção de critérios de boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês).

Até recentemente, as fusões e aquisições eram realizadas por empresas do mesmo setor, que buscavam obter sinergias com a transação.

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