O domínio económico global da China começa a diminuir

Explore a notável desaceleração da China na economia mundial, com uma queda de participação de 18,4% em 2021 para 17% em 2023. Analisamos as causas, implicações e a resposta do governo chinês.

A China, um gigante econômico que por muito tempo dominou o cenário global, está testemunhando uma queda notável em sua influência econômica mundial. Observou-se uma redução de 1,4% em sua parcela no PIB global, caindo de 18,4% em 2021 para 17% em 2023.

O domínio económico global da China começa a diminuir
Foto-Freepik

Essa tendência de declínio é atribuída a uma série de fatores, incluindo uma redução na entrada de trabalhadores na força de trabalho, elevados níveis de dívida pública e um ritmo mais lento no aumento da produtividade. Mesmo sob a liderança assertiva do Presidente Xi Jinping, a previsão é de que o domínio econômico da China enfrentará mais desafios, tanto internos quanto externos, como a diminuição da força de trabalho e mudanças no panorama dos investimentos estrangeiros.

Após um período de estagnação sob Mao Zedong e subsequente abertura econômica nas décadas seguintes, a China viu sua participação na economia mundial crescer exponencialmente, marcando uma ascensão sem precedentes. Contudo, essa trajetória sofreu uma reviravolta nos últimos dois anos, registrando a maior queda desde os anos 1960.

Essa mudança, medida em termos nominais de dólares e não ajustada pela inflação, reflete um desafio significativo ao antigo objetivo da China de recuperar seu status de liderança econômica global. Agora, a nação enfrenta uma realidade onde sua influência está retrocedendo.

Internacionalmente, essa mudança pode reconfigurar o equilíbrio econômico global. A participação da China no PIB mundial caiu enquanto os Estados Unidos e outras nações emergentes estão preenchendo o espaço deixado, apontando para uma possível reorientação do poder econômico mundial.

Outro ponto crucial é a contínua crise demográfica da China, que afeta diretamente sua participação na população ativa mundial. Combinado com a crescente intrusão do governo em setores econômicos e níveis historicamente altos de dívida, o país enfrenta desafios substanciais em manter seu crescimento produtivo.

Adicionalmente, a economia da China pode sofrer uma contração em termos nominais de dólares em 2023, uma ocorrência rara desde a desvalorização significativa do renminbi em 1994. Este cenário é agravado pela retirada recorde de investimentos estrangeiros e pela crescente pressão sobre a moeda nacional.

Por fim, apesar das recentes tentativas de Xi Jinping de demonstrar uma postura moderada e aberta ao comércio estrangeiro, as projeções indicam que a participação chinesa na economia global provavelmente continuará a diminuir no futuro próximo, marcando um momento decisivo na história econômica global.


Suzana Melo

Graduada em Jornalismo pela Faculdade do Rio de Janeiro, Suzana Melo é uma voz respeitada no universo do petróleo, energia e temas correlatos. Com uma abordagem perspicaz e informada, Suzana tem contribuído significativamente para o entendimento desses setores no Click Petróleo, trazendo análises aprofundadas e notícias atualizadas. Seu compromisso com a veracidade e clareza a estabeleceu como uma referência no jornalismo energético. Contato: [email protected].

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