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A estatal petrolífera estatal brasileira Petróleo Brasileiro SA, ou Petrobras, registrou um esperado aumento de produção em julho, depois de um decepcionante mês de junho, ao elevar a produção na promissora região do “pré-sal”.

Em uma apresentação para discutir os lucros recordes do trimestre, a Petrobras informou que produziu 2,76 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boepd) em julho, ante 2,633 milhões no segundo trimestre. Em 28 de julho, a produção atingiu o recorde de 3 milhões de boe.

Na semana passada, a Petrobras divulgou números medíocres de produção no segundo trimestre e cortou sua estimativa de 2019 para 2,8 milhões de bois de 2,8 milhões, desapontando os investidores que estão com fome de um aumento de produção há muito prometido.

Os números de julho vieram um dia depois que a Petrobras registrou um lucro trimestral recorde, graças em grande parte às grandes vendas de ativos.

Os analistas geralmente viam ganhos e lucros não recorrentes antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) como em linha ou ligeiramente abaixo das expectativas. Mas eles aplaudiram a execução dos desinvestimentos, que trouxeram quase US $ 13 bilhões para os cofres da Petrobras este ano.

As ações preferenciais da Petrobras subiram 3,7% no pregão da tarde, após subir quase 5% no início do dia.

“Temos uma avaliação mista dos resultados do segundo trimestre da Petrobras”, escreveram analistas da XP Investimentos. “No entanto, destacamos como positivos a geração de caixa e a redução da dívida durante o trimestre.”

Uma área potencial de preocupação foram os números da produção de junho, que estavam de fato abaixo do esperado.

Na sexta-feira, durante uma convocação da Petrobras com analistas, o regulador de petróleo brasileiro ANP disse que a produção da Petrobras em junho chegou a 2,432 milhões de boe. Entre as principais razões apontadas pela ANP para a redução de junho, houve uma paralisação no FPSO da Cidade de Mangaratiba, da Petrobras, um tipo de navio usado para produzir e processar petróleo.

O chefe de exploração e produção da Petrobras, Carlos Alberto Pereira de Oliveira, também apontou para outras questões pontuais.

Os executivos também alertaram sobre a convocação de que qualquer pagamento de dividendos seria mínimo até que a Petrobras atinja sua meta de atingir uma relação dívida líquida sobre EBITDA de 1,5. Essa relação atualmente é de 2,69.

Para alcançar esse objetivo, os executivos disseram que continuariam com desinvestimentos agressivos, como a venda de bilhões de refinarias.

O presidente da Petrobras, Anelise Lara, disse em um telefonema com analistas que a Petrobras recebeu muitas manifestações de interesse nas refinarias de empresas de trading, empresas de distribuição locais e companhias internacionais de petróleo.

As maiores empresas de comércio do mundo, incluindo a Vitol SA e a Glencore PLC, estão atualmente sob investigação das autoridades dos EUA e do Brasil por um esquema de propina em massa envolvendo a Petrobras.

Lara disse em uma entrevista coletiva que a Petrobras concluiu uma investigação interna sobre o assunto e disse que nenhum esquema corrupto ainda está ocorrendo na unidade de negociação. Ela disse que a firma permitiria que as firmas envolvidas no assunto comprassem as refinarias.

($ 1 = 3.88 reais)