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PetroRio prevê novas oportunidades de trabalho no campo de polvo

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A PetroRio foi um dos destaques no noticiário do setor de óleo e gás no início deste ano, com o anúncio da compra da fatia de 51,74% da Chevron no campo de Frade, por US$ 409 milhões. Agora, a petroleira passa a ser a operadora do campo, com 70% de participação, e planeja os próximos passos para o ativo. “Faremos estudos aprofundados na área para, futuramente, iniciarmos a nossa estratégia e avaliarmos novas oportunidades de trabalho. Por enquanto, manteremos a operação normal do campo”, afirmou a companhia. Com a aquisição, as reservas da empresa vão mais que triplicar, passando dos atuais de 26,2 milhões de barris de reservas para 84 milhões de barris de óleo equivalente. Outro importante ativo da companhia é o campo de Polvo, onde uma nova campanha de perfuração está prevista para este ano. “Após os estudos na região, comunicaremos ao mercado o número de poços previstos”, acrescentou a PetroRio.

Qual o planejamento da empresa para 2019?

Em 2019, manteremos a estratégia de seguir com foco no crescimento sólido, por meio de novas aquisições, visando o histórico de ascensão que a companhia tem vivido. Vamos continuar atentos às oportunidades e participando de M&As [fusões e aquisições, na sigla em inglês] relevantes para o nosso negócio. A estratégia é mantermos o posto de maior empresa independente brasileira, com foco em campos maduros em produção.

Qual o balanço a Petrorio faz do ano de 2018?

Em 2018, tivemos conquistas significativas na história da PetroRio. Fizemos a aquisição da empresa Frade Japão Petróleo, que detinha participação de 18,26% na concessão do campo de Frade, localizado na Bacia de Campos (RJ). A compra aumentou em aproximadamente 25% a produção e 150% das reservas de óleo da PetroRio. Posteriormente, já em 2019, anunciamos a compra da fatia da Chevron, que tinha participação de 51,74%. Ao todo, teremos 70% do ativo.

Além disso, mudamos, em outubro, para um novo escritório, com formato open space e muito moderno, acompanhando o movimento vivido pela empresa neste ano de sucesso. O novo espaço dobrou a área e passou a ocupar dois andares, com uma arena instalada e espaços compartilhados, como uma academia. A ideia é reforçar o conceito colaborativo que norteia a PetroRio.

Também em linha com as novidades da companhia, lançamos, em novembro, nossa nova marca, criada de acordo com a nossa trajetória de inovação e de superação de desafios, que nos motivou a alcançar nosso maior objetivo: fazer melhor que ontem, sempre.

Quais são as previsões de crescimento?

Seguiremos atentos às oportunidades, participando de eventos, conversas e M&As. Novas aquisições sempre estão no radar, mas temos um modelo de investimento bastante consciente, no qual as ofertas são pensadas de forma estratégica e em linha com nosso modelo de negócio.

Existem planos de expansão de portfólio?

Estamos sempre de olho no mercado e em novas oportunidades. Nosso foco é manter o crescimento sólido por meio de novas aquisições. Assim como fizemos em Frade, vamos buscar ativos estratégicos para a companhia, que estejam alinhados ao nosso modelo de trabalho e à recuperação de campos maduros, nos quais demonstramos expertise com os resultados satisfatórios obtidos em Polvo.

O que a empresa planeja para o campo de Polvo?

O CEO da PetroRio, Nelson Tanure (à direita), na assinatura da compra da participação no campo de Frade

Polvo é o nosso principal ativo e se provou um case de sucesso, possível de replicá-lo, inclusive, em campos maduros com reservas maiores. A área seria abandonada em 2016, mas com todo o investimento e trabalho realizado pela PetroRio sua vida econômica foi estendida, ao menos, até 2026. A campanha de perfuração foi iniciada em abril, em tempo recorde – 150 dias – e com investimentos de US$ 50 milhões, os resultados obtidos foram surpreendentes: a produção saltou de cerca de 6.000 barris/dia para 10.500 barris/dia.

Neste projeto para o Campo de Polvo, a PetroRio perfurou mais de 19,6 km, o que corresponde a quase uma meia maratona. Os poços são de longo alcance e seguem uma tecnologia chamada de perfuração direcional. Os equipamentos partem da sonda descendo na vertical até chegar a 2,3 km.

Estamos avaliando iniciar uma nova campanha de perfuração em 2019, devido ao sucesso da última, realizada ano passado. Após os estudos na região, comunicaremos ao mercado o número de poços previstos.

Quais são os planos de extensão da vida útil do campo de Frade? Quando a empresa começa a operar o ativo?

Anunciamos recentemente uma nova aquisição no Campo de Frade, onde a PetroRio deterá 70% de participação e se tornará operadora do ativo. Faremos estudos aprofundados na área para, futuramente, iniciarmos a nossa estratégia e avaliarmos novas oportunidades de trabalho. Por enquanto, manteremos a operação normal do campo.

Com este passo, a produção da PetroRio no Campo de Frade passará a ser de 15 mil barris/dia. Ao todo, somaremos uma produção de óleo e gás de aproximadamente 28 mil barris/dia – mais do que duplicando a produção atual. Esse aumento do volume produzido consolida a posição da PetroRio como a maior companhia de óleo e gás independente do país. Além de ampliar a produção, o negócio terá impacto positivo nas reservas da empresa, que irão mais do que triplicar, passando dos atuais de 26,2 milhões de barris de reservas nos campos de Polvo (Bacia de Campos) e Manati (Bacia de Camamu) para 84 milhões de barris de óleo equivalente. ( Fonte )

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