Refinarias independentes da China pretendem aumentar a produção

Autoridades de Shandong Procuram Aumentar Produção Frente a Desafios Econômicos

Em um movimento estratégico para impulsionar o setor de refino, autoridades da província de Shandong, na China, conhecida por abrigar um grande número de refinarias independentes — comumente referidas como “teapots” —, estão pressionando o governo central por permissões extras para a importação de óleo combustível. Traders e analistas revelaram à agência Reuters que há uma demanda urgente por cotas adicionais frente ao desejo de aumentar a produção nas próximas semanas.

Durante este ano, as “teapots” de Shandong enfrentaram uma alocação reduzida para a importação de petróleo bruto, impactando diretamente suas operações. Em resposta, o governo provincial tomou a iniciativa de solicitar ao governo central um incremento de 3 milhões de toneladas métricas em cotas de óleo combustível para o resto do ano corrente.

O último lote de cotas de importação de petróleo bruto da China foi distribuído no início do mês passado, e as quotas atribuídas às refinarias independentes vieram em volume menor do que o necessário. Além disso, as refinarias já utilizaram grande parte das cotas de importação anteriormente disponíveis para 2023.

Com a diminuição das margens de refino e as quotas limitadas, houve uma redução nas taxas de utilização desde as últimas semanas, caindo abaixo do pico de produção de 15,23 milhões de barris por dia registrado em agosto. Este recorde foi superado no mês seguinte, alcançando 15,48 milhões de barris por dia, preparando-se para a demanda do feriado nacional de uma semana entre setembro e outubro. Entretanto, o panorama alterou-se rapidamente com a redução das margens e as restrições nas cotas de exportação de combustíveis.

Um representante da Sinopec, uma das principais estatais de refino, que preferiu manter o anonimato, comentou à Reuters que as margens de lucro estão praticamente desaparecendo, uma vez que os custos do petróleo estão altos e a demanda por combustíveis refinados está em queda.

Se o governo chinês aprovar as quotas solicitadas, as refinarias independentes poderão intensificar o processamento de óleo combustível a preços mais acessíveis, como os oriundos da Rússia, contribuindo assim para uma estabilização econômica do setor.


Suzana Melo

Graduada em Jornalismo pela Faculdade do Rio de Janeiro, Suzana Melo é uma voz respeitada no universo do petróleo, energia e temas correlatos. Com uma abordagem perspicaz e informada, Suzana tem contribuído significativamente para o entendimento desses setores no Click Petróleo, trazendo análises aprofundadas e notícias atualizadas. Seu compromisso com a veracidade e clareza a estabeleceu como uma referência no jornalismo energético. Contato: [email protected].

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