
O presidente da Shell no Brasil, Cristiano Pinto da Costa, destacou o papel estratégico do país na transição energética global. O executivo ressaltou a relevância do pré-sal, dos biocombustíveis, das energias renováveis e do mercado de carbono regulado como pilares para equilibrar a demanda crescente por energia e a redução de emissões de gases de efeito estufa.
Desafio global: mais energia com menos emissões
Segundo Pinto da Costa, o mundo vive um dilema: garantir o fornecimento de energia para uma população em expansão e, ao mesmo tempo, reduzir o impacto ambiental. Ele lembrou que até 2050 a população mundial deve crescer em mais de 2 bilhões de pessoas, especialmente no hemisfério sul, onde o consumo per capita de energia é um terço do registrado no hemisfério norte.
“Existe uma correlação direta entre energia e qualidade de vida. Precisamos garantir que esse crescimento populacional venha acompanhado de acesso à energia limpa e acessível”, afirmou.
Brasil: matriz energética limpa e diversificada
Com 112 anos de operação no país, a Shell considera o Brasil um dos mercados mais estratégicos do mundo. A matriz energética brasileira é uma das mais limpas, combinando petróleo de baixa intensidade de carbono, biocombustíveis, energia solar e eólica.
O executivo destacou que o petróleo do pré-sal brasileiro apresenta emissões menores do que a média mundial, o que contribui para uma transição energética mais equilibrada, mesmo no segmento de óleo e gás.
Estratégia: investir no presente e no futuro
A Shell reconhece que o mundo continuará dependendo de óleo e gás por décadas, mas tem buscado reduzir emissões nessas operações e, ao mesmo tempo, investir em alternativas sustentáveis.
O Brasil se destaca também como potência em biocombustíveis, com forte produção de etanol, além de apresentar enorme potencial de crescimento em energia solar e eólica. Outro pilar é o mercado de carbono, com projetos ligados a reflorestamento e preservação ambiental para geração de créditos.
Estabilidade regulatória como chave para investimentos
Cristiano Pinto da Costa reforçou que o setor de energia demanda investimentos de longo prazo e alto valor, que só podem ser viabilizados em um ambiente de previsibilidade. Segundo ele, estabilidade regulatória e fiscal são condições essenciais para atrair capital e garantir a expansão do setor.
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