Expansão Estratégica no Pré-Sal Brasileiro: Subsea7 e Petrobras Avançam no Campo Mero 4
A Subsea7, uma das líderes globais em serviços submarinos para a indústria de petróleo e gás, anunciou a obtenção de um aditamento contratual significativo com a Petrobras para o avanço do projeto Mero 4. Este campo, situado a cerca de 200 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, Brasil, encontra-se em uma profundidade de 2.200 metros na prolífica área do pré-sal na Bacia de Santos. A confirmação deste aditivo contratual, anunciada em 27 de setembro de 2023, representa um marco importante para a Subsea7, sendo registrado como pendente no terceiro trimestre de 2023.
Subsea 7 confirma contrato com a Petrobras para o desenvolvimento do campo petrolífero de Mero 4 — Foto: Divulgação
Este projeto abrangente envolve a engenharia, aquisição, fabricação, instalação e pré-comissionamento de 76 quilômetros de risers rígidos e linhas de fluxo, essenciais para o sistema de produção de ondas preguiçosas de aço. A Subsea7 iniciará o gerenciamento e a engenharia do projeto imediatamente, com operações centradas em seus escritórios no Rio de Janeiro e em Paris. A fabricação dos dutos será realizada na base de spools da empresa em Ubu, Espírito Santo, e as operações offshore estão previstas para 2025 e 2026.
Yann Cottart, Vice-Presidente Brasil da Subsea7, expressou otimismo, destacando que o contrato “se baseia em décadas de experiência na execução de grandes projetos EPCI (Engenharia, Aquisição, Construção e Instalação) globalmente e fortalece nossa presença no Brasil”. Ele também enfatizou a expectativa da empresa em manter um relacionamento forte e colaborativo com a Petrobras durante a execução do projeto Mero 4.
Importante ressaltar que a Subsea7 classifica um contrato como importante quando este representa uma participação nas receitas superior a 750 milhões de dólares.
O projeto Mero 4 é parte integrante do Campo Unitizado de Mero no Pré-sal, operado pela Petrobras com 38,6% de participação. O consórcio inclui também a Shell Brasil (19,3%), TotalEnergies (19,3%), CNPC (9,65%), CNOOC (9,65%) e Pré-Sal Petróleo SA (PPSA) com 3,5%, representando o Governo na área não contratada. Este projeto reforça a posição estratégica do Brasil no setor de energia offshore e sublinha a capacidade técnica e operacional da Subsea7 no desenvolvimento de projetos complexos em águas profundas.